nº 7 - Ir à balada de ônibus

Viver é uma arte! Está em todo lugar esse segredo.
Agora entendo o quanto importa entender o sentido disso tudo, estou do outro lado, atravessei. Não é como as histórias que me contaram sobre o que a vida é ou o que deve ser feito. Eu não sou menos por ter mudado os planos que tracei pra mim, nem deixo de ser aventureiro por pensar num emprego estável.
-Viver na rotina?
-É, viver na rotina!
E não me culpe! Todos entenderão em um ou dois anos, todos passarão pelo que passo. E talvez seja bem mais fácil não me odiar, quando me odiar for odiar-se.
Essas palavras não são direcionadas! já ouvi isso de umas vinte e cinco pessoas. É só que é minha vez de viver minha vida, não me condenem por mudar, sou inconstante, tenho aversão às rotinas por natureza, atraio tudo para mim. Sou assim, errado, errante, errôneo. E me aceito assim, me gosto assim. Amo-me assim!
Não, não descobri o sentido da vida! Só refiz meu caminho para encontrá-lo.
Não, não estou deixando tudo e todos para trás, pretendo levar o máximo que puder comigo, inclusive (vamos?).
Não, não pude ficar, todos vocês sabiam que eu iria fazer isso mais cedo ou mais tarde; todos sabiam e ainda assim me amaram. Então me amem, oras. Fiquem se não puderem vir, mas não me condenem por deixar tudo para trás, estou indo em busca de mim, e levando tudo que posso. Inclusive meu amor por vocês.
Henrique Macêdo Santos


