
A chuva cai para todos... E faz frio na cidade do sol eterno.
Veja, estamos bem no meio de um dia de primavera e o céu fechado, fechado...
É... Hoje São Pedro resolveu dar as caras por Maceió; e o danado ainda trouxe uns amiguinhos consigo. Veio acompanhado de Steve Lee, Eric Clapton e todo um grupo de bons companheiros.
Engraçado que a minha "sonora" está bem preguiçosa, hoje; clamando por colo, carinho e um afago em meus cachos louros. A volta das lembranças de um mundo que não lembro ter vivido. Revivo os momentos de tua onipresença, os "estares onde tudo é errado", as baterias d'uma escola de samba que vibra em meu peito.
Meu peito! Ele não anda apertado, sabia? Anda, sim, pequeno para tanta algazarra que um coração faz lá dentro; pequeno para teu grito forte ou teu beijo tímido; ando pequeno para esse sentimento que tem crescido.
E eu ando! Ando todas as ruas que posso e por todas as trilhas que consigo. São tentativas de ouvir teu nome, uma vez mais. Invento saber cozinhar, aniversários, festas; são minhas desculpas esfarrapadas para ouvir meus cinco minutos de teu falar brando.
É um modo de te gostar sem segredos nem pudores.
E até entendo que há um mundo de pessoas me odiando por te gostar. Há um verdadeiro exército tentando transpor-nos.
Tu, dona de formidáveis cabelos ondulados e melíflua boca donde os colibris me invejam; tu, quem me tirou o fôlego e a segurança desde o primeiro instante; quem magicamente me teatriza perfeição de querubim, já desgarrado; tu... Que, em mim, caracteriza fitas multicoloridas nesse céu cinza. Conheces bem o perfume da flor e podes me achar a frente dos arco-íris, se antepondo à outras visões tolas.
Tu...
Porque não poderia ser outra.





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