
Do lat. solidate, soledade, solidão. atr. do arc. soydade, suydade com influência de saúde. sf.(a) 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhado do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.
Mas para mim, saudade é aquilo que sinto quando meu dia, regado a café e bolinhos de queijo, irradia os olhos mulatos e dissimulados; é o saudosismo aparente que provém dos movimentos suntuosos de uma cintura díspar.
Saudade não é medo, contradição ou masoquismo. É, sim, aquela vontade de receber um abraço apertado antes de deitar-me após dia de enfadoso trabalho.
No plural, saudades são mãos trêmulas, morderes de lábios e uns tantos sentimentos mistos que se consagram únicos, antes mesmo de existirem.
A saudade nunca vem desacompanhada, e por muitas vezes, é precursora da aceleração cardíaca que sofro ao vê-la descer a escadaria para cumprimentar-me; ou é acompanhante das longas noites em que passo horas esperando meu mensageiro eletrônico indicar aquela ímpar onipresença de meus dias.
É abraçá-la com ímpeto, com afeto, dilacerar olhares por entre almofadas e beijos escondidos. A minha saudade surge ao deitar e se intensifica ao alvorecer.
Saudade é singular e plural única harmonia; é todas essas explicações e, pelo menos, mais algumas tantas.
Nota do autor: Se pudesse, matava minha saudade à cada instante. E minhas doses semanais de tua presença, seriam noite e dia ao teu lado.